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5 decisões de gestão de pessoas que o empresário deveria tomar antes de janeiro 2027

, 5 min de leitura

Todo fim de ano é igual. A agenda aperta, vem o 13º, as festas, as férias, o caixa de dezembro. E as decisões sobre pessoas ficam para "depois das festas".

O problema é que janeiro não espera. O ano começa, o reajuste da convenção chega, a folha cresce, alguém pede demissão, o gestor contrata do jeito dele. Quando o dono percebe, o primeiro trimestre já foi consumido apagando incêndio.

Decisão de gestão de pessoas adiada não desaparece. Ela volta em janeiro, mais cara e com menos tempo.

Em 2026, adiar ficou ainda mais arriscado. A mudança da jornada de trabalho tem prazo, e ele vence antes do Ano-Novo. Por isso, separamos cinco decisões que valem a pena tomar agora.

1. Adequar as escalas à nova jornada de trabalho

O Congresso promulgou em 16 de outubro a emenda constitucional que acaba com a escala 6x1. As novas regras começam a valer 60 dias após a publicação oficial, ou seja, em meados de dezembro. A partir daí, o limite cai para 42 horas semanais, com duas folgas por semana. Cerca de um ano depois, chega a 40 horas, sempre sem redução de salário.

Na prática, quem ainda trabalha em 6x1 ou em 5x2 com 44 horas precisa ter a nova escala pronta e comunicada antes de dezembro terminar. Isso envolve:

Mapear quem é afetado, por área, turno e unidade.
Desenhar a nova escala a partir da demanda real, e não só da lei.
Verificar o que a convenção coletiva permite e conversar com o sindicato, se for preciso.
Ajustar contratos, controle de ponto e banco de horas.

Explicamos as regras e o calendário em detalhe no artigo Fim da escala 6x1: o que muda para a sua empresa a partir de agora.

2. Fechar o orçamento de pessoal de 2027

Folha é, na maioria das empresas de serviço, comércio e indústria leve, a maior despesa do negócio. Mesmo assim, muitas vezes o orçamento de pessoal é feito repetindo o ano anterior e somando uma porcentagem.

Em 2027 essa conta não fecha. Entram nela a nova jornada, o reajuste da convenção, os benefícios que sobem acima da inflação, as contratações planejadas e as que vão surgir no meio do caminho.

Quem orça pessoas pelo ano passado descobre o ano novo pela folha.

Montamos um guia completo sobre o tema, com o que precisa entrar na conta: https://www.rhostconsultoria.com.br/conteudo/orcamento-de-rh-2027-o-que-precisa-entrar-na-conta-alem-dos-salarios

3. Definir a política de reajuste e revisar a tabela salarial

O reajuste da convenção coletiva é obrigatório. O que vem além dele é decisão da empresa, e é aí que mora o risco. Aumento dado caso a caso, para quem pediu ou ameaçou sair, cria distorções que aparecem depois: dois funcionários no mesmo cargo ganhando valores muito diferentes, sem critério que explique.

Antes de janeiro, vale decidir:

Quanto a empresa pode dar além da convenção e com que critério, como mérito, promoção ou ajuste de mercado.
Quem está fora da faixa do cargo, acima ou abaixo.
Como comunicar o reajuste, para que ele seja percebido como política, e não como favor.

4. Desenhar as regras da remuneração variável antes do ano começar

Prêmio decidido no fim do ano recompensa o passado, mas não muda o comportamento de ninguém durante o ano. A remuneração variável só funciona quando as metas e as regras são conhecidas desde o início.

Se a empresa quer ter um programa de PLR ou de premiação em 2027, janeiro é o momento de começar com as regras claras. Isso significa definir agora:

Quais metas importam, e se serão da empresa, da área ou individuais.
Quanto pode ser distribuído, dentro do orçamento.
Como será medido e quando será pago.

No caso da PLR, a lei exige negociação com os colaboradores e regras formalizadas com antecedência. Tratamos disso no artigo PLR: como criar um programa que motive e não vire salário disfarçado.

5. Decidir o quadro e a liderança que vão entregar 2027

Por fim, a pergunta que costuma ficar sem resposta: quantas pessoas a empresa precisa para entregar o que planejou para o próximo ano, e quem vai liderar essas pessoas?

O fim do ano é o momento natural para olhar a equipe com calma:

Quantas pessoas cada área precisa, com a nova jornada já considerada.
Quem cresceu e está pronto para mais, e quem precisa de apoio ou de uma conversa franca.
Quais gestores precisam de preparo para liderar, e não só para executar.
Quais vagas serão abertas, com que perfil e em que mês.

Contratar em janeiro sem esse plano é contratar pela urgência, e urgência raramente escolhe bem.

Por onde começar

Ninguém precisa resolver as cinco decisões em uma semana. Mas vale colocar as cinco na agenda de novembro, com dono e prazo. A nova jornada vem primeiro, porque tem data marcada. O orçamento vem logo em seguida, porque todas as outras decisões dependem dele.

Como a Rhost ajuda

A Rhost estrutura a gestão de pessoas em empresas que cresceram mais rápido do que seus processos. Nesta virada de ano, apoiamos empresas a adequar escalas à nova jornada, montar o orçamento de pessoal, revisar cargos e salários e desenhar programas de remuneração variável.

Se alguma dessas decisões ainda está em aberto na sua empresa, vale conversar. A primeira conversa é gratuita.

Fale com a Rhost: (48) 99941-0338 ou comercial@rhostconsultoria.com.br

Fontes
Congresso em Foco, "Com a presença de Lula, Congresso promulga fim da escala 6x1", 16/10/2026: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/123310/com-a-presenca-de-lula-congresso-promulga-fim-da-escala-6x1
Correio da Manhã, "Congresso promulga fim da escala 6x1 e prevê jornada de 40 horas", 16/10/2026: https://www.correiodamanha.com.br/politica/2026/10/327551-congresso-promulga-fim-da-escala-6x1-e-preve-jornada-de-40-horas.html
Diario de Pernambuco, prazos da transição: https://www.diariodepernambuco.com.br/politica/2026/10/11726790-ao-vivo-congresso-promulga-pec-do-fim-da-escala-6x1.html

Vamos entender o momento da sua empresa?

A primeira conversa não tem custo nem compromisso. Você sai dela com uma leitura mais clara do que está acontecendo e do que faz sentido priorizar.

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